top of page

Como a trajetória no Marketing levou Eder Rabelo ao Category Design no Brasil e à criação da purple river

Atualizado: 26 de out. de 2025

Imagem conceitual representando o Category Design no Brasil — fluxos estratégicos e inovação em tons de roxo, azul e cinza, simbolizando a purple river.

Introdução


Durante anos, a conversa dominante no mercado brasileiro foi: “como ser melhor do que o concorrente?”. A maior parte das decisões de Marketing se concentrava em comunicar, performar e otimizar campanhas, pilares essenciais, sem dúvida. Mas, conforme Eder amadureceu como estrategista, algo ficou cristalino: ser “melhor” não basta quando você está jogando o jogo errado. Em mercados cheios de players parecidos, com propostas quase idênticas, a disputa vira leilão de preço, mídia e features. O caminho para escapar desse redemoinho não está em mais anúncios, e sim em mudar o jogo.

Foi assim que Eder chegou ao Category Design, uma abordagem que integra Branding, Growth e estratégia digital para criar novas percepções de valor na mente do mercado. Em vez de brigar por centímetros em uma prateleira lotada, o Category Design constrói uma nova prateleira. Ao longo deste artigo, compartilhamos a jornada que o trouxe da comunicação tradicional ao pensamento de estratégia de categoria, a fundação da purple river, a aplicação prática em um case real (Akropoli) e a sua visão apurada sobre o futuro das categorias no Brasil, especialmente à luz da IA generativa.

Para guiar a leitura, você encontrará: contexto e conceito, importância de mercado, estratégias práticas, exemplos, erros comuns, tendências futuras, FAQ e, ao final, referências para aprofundamento. O objetivo é claro: reforçar a importância do Category Design e o posicionamento de Eder Rabelo e da purple river como referências em Category Design no Brasil, bem como mostrar que Marketing, Branding e Growth se tornam muito mais potentes quando integrados por uma estratégia de design de categoria.


Sumário



Da comunicação tradicional ao pensamento estratégico


Marketing, Branding e Growth como base, não como antagonistas


A carreira de Eder Rabelo nasceu na interseção entre comunicação, Branding, performance e Growth Marketing, um cruzamento que sintetiza o DNA da nova geração de estrategistas. Ao longo dos anos, ele vivenciou o Marketing em múltiplas camadas: tráfego pago, campanhas, estruturação de funis de aquisição e retenção, desenho de planos de social media, construção de identidades de marca e gerenciamento de equipes consistentes em diferentes setores. Essa vivência tática é, e sempre será, o alicerce que sustenta qualquer estratégia de crescimento orientada por dados e narrativa.

Mas o que diferencia profissionais e empresas maduras é a capacidade de transcender a execução sem abandoná-la. O Category Design não substitui o Marketing, ele o expande. Trata-se de um sistema de pensamento estratégico que dá contexto às ações táticas e ajuda empresas a responder a uma pergunta anterior a todas as outras: “em qual jogo estamos jogando?”.

Como explica Philip Kotler (2021) em Marketing 5.0, o papel do marketing moderno é “orquestrar tecnologia, propósito e experiência humana”. O Category Design leva esse raciocínio adiante: ele posiciona o marketing dentro de um enredo maior, no qual a marca não apenas comunica, mas define a realidade competitiva do seu setor.

Em outras palavras, o Marketing e o Growth continuam sendo o motor, mas o Category Design é o volante. Ele dá direção, coerência e propósito. Quando uma empresa entende qual categoria está criando ou redefinindo, campanhas de mídia, Branding e conteúdo deixam de ser peças isoladas e passam a construir significado cumulativo. Cada anúncio, post, e-mail ou página de produto reforça uma tese de categoria e educa o mercado.


No Brasil, essa é uma transição fundamental. Ainda vemos organizações confundindo performance com estratégia, otimizando métricas táticas (cliques, CPC, leads), mas sem clareza sobre o espaço que querem liderar. Como defende Byron Sharp (2012) em How Brands Grow, “o verdadeiro crescimento vem de ser mentalmente disponível na hora certa”.


O Category Design vai além: cria o contexto em que a marca se torna inevitável. Ele faz o mercado enxergar um novo problema, e a empresa como a solução natural.


O Branding, por sua vez, torna-se o veículo da tese de categoria. Em vez de se limitar à estética e ao discurso, passa a traduzir um ponto de vista estratégico. O design, o tom de voz e a cultura da marca devem expressar não apenas quem somos, mas qual mundo estamos ajudando a construir. Como destaca Scott Galloway (2017), as marcas líderes do século XXI, Apple, Google, Amazon, não competem por atributos; elas criam arenas cognitivas próprias, transformando significado em vantagem competitiva.


O Growth Marketing, dentro dessa lógica, ganha profundidade. Ele deixa de ser uma soma de experimentos e passa a ser um processo contínuo de educação de mercado. Cada campanha passa a ensinar algo novo sobre a categoria, movendo o público de curioso para convicto. Isso se conecta à teoria de Clayton Christensen (2016) em Jobs to Be Done: o crescimento sustentável vem de compreender qual “trabalho” o cliente contrata sua marca para realizar.


Assim, o ponto-chave é claro: Category Design não substitui Marketing, Branding ou Growth, ele os organiza em torno de uma visão comum. Primeiro define-se qual jogo jogar (categoria), depois como jogar (marca, mídia, produto, crescimento). Quando a categoria guia as ações, o discurso se alinha, o funil ganha fluidez e a criação de demanda se torna intencional, escalável e coerente..


A virada de chave: quando “ser o único” supera “ser o melhor”


O gatilho dessa mudança veio quando Eder compreendeu, na prática, que diferenciação incremental (mais um recurso, mais uma promoção, mais uma segmentação) tende a se esgotar rapidamente. Em paralelo, o estudo de obras como Play Bigger e os debates de Category Pirates reforçaram um princípio simples e poderoso: quem define o problema domina o mercado. Em outras palavras, a disputa decisiva acontece na mente, e não apenas na mídia.


A partir daí, passou a olhar para estratégia digital, branding e Growth sob um novo prisma: o da criação de significado. O objetivo deixou de ser “como ganhar share” e passou a ser “como criar o espaço em que somos inevitáveis”. Essa virada mental é o alicerce do Category Design.

Resumo desta seção: Marketing, Branding e Growth seguem sendo cruciais. O salto acontece quando eles atuam dentro de um contexto de categoria bem definido, no qual a empresa deixa de competir por atenção e passa a criar o palco.

A fundação da purple river


Propósito e posicionamento


A purple river nasceu com um propósito claro: ajudar empresas brasileiras a criar, dominar e monetizar novas categorias. Em um mercado saturado de mensagens e produtos similares, o diferencial deixou de estar no como comunicar e passou a residir em como definir a realidade na qual a marca compete. É justamente aí que o Category Design aplicado se torna a espinha dorsal da nossa atuação.


Desde o início, nossa missão foi integrar pesquisa de mercado, posicionamento estratégico, design de narrativa, Branding, conteúdo e Growth Marketing sob uma mesma tese de categoria. Cada projeto parte de uma pergunta essencial: qual transformação estamos liderando e como podemos torná-la inevitável na mente do mercado?

Essa forma de pensar exige mais do que boas campanhas; exige mudar a forma como o público entende o problema. Como defende Christopher Lochhead (autor de Play Bigger), “as marcas mais valiosas não competem, elas criam um novo espaço mental onde se tornam sinônimos de solução”. A purple river nasceu justamente para trazer essa mentalidade para o Brasil, tropicalizando o Category Design e transformando-o em uma prática acessível, mensurável e orientada a resultados.


O propósito e a crença fundadora

Nosso posicionamento parte de uma crença inegociável: produtos excelentes morrem em categorias confusas, enquanto produtos bons prosperam quando ancorados em narrativas claras.

A história dos mercados comprova isso. Muitas inovações brilhantes fracassaram não por falta de qualidade, mas por falta de contexto. O público simplesmente não entendia “onde encaixá-las”. Por outro lado, empresas que dominaram a arte de nomear e enquadrar um problema, como Apple, Salesforce, Tesla ou Nubank, transformaram percepção em poder de mercado. Elas não venderam apenas produtos; venderam um novo modo de pensar.


Na purple river, acreditamos que toda empresa pode se tornar uma categoria, desde que tenha coragem para assumir um ponto de vista, linguagem e futuro próprios. Por isso, cada projeto que conduzimos começa com um processo de descoberta estratégica: mapeamos as lacunas cognitivas, identificamos dores ainda invisíveis e construímos narrativas de categoria que posicionam a marca como a primeira, a inevitável e a inconfundível no seu espaço.


Essa abordagem nos diferencia de agências tradicionais de Marketing, porque não começamos pelo briefing de comunicação, e sim pela engenharia da percepção, a base do Category Design no Brasil. É isso que garante que cada ação de Branding, mídia e conteúdo esteja conectada a uma estratégia de longo prazo de criação de mercado.


O que o nome “purple river” simboliza


O nome purple river nasceu como uma metáfora estratégica e estética, um manifesto em duas palavras.

“River” representa fluidez, adaptação e movimento constante. Categorias não são estruturas fixas; são sistemas vivos, moldados pelo comportamento, pela tecnologia e pela cultura. Assim como um rio, uma categoria pode mudar de curso, expandir fronteiras e criar novos caminhos quando encontra resistência. Essa fluidez reflete nossa maneira de trabalhar: metodologias flexíveis, mas ancoradas em direção estratégica clara, permitindo que marcas cresçam em harmonia com o fluxo das transformações de mercado.


“Purple”, por sua vez, simboliza originalidade, inteligência e singularidade. É uma cor associada à criatividade, sabedoria e transformação, atributos que traduzem o que o Category Design aplicado representa: pensamento original com base em método. Enquanto o vermelho remete à urgência e o azul à estabilidade, o roxo equilibra ambos, criando o espaço nos quais inovação e consistência coexistem.

Juntas, as duas palavras compõem a essência da marca:

“purple river” é a junção entre estratégia e fluidez, entre raciocínio e imaginação.

Não nascemos para repetir fórmulas, mas para criar narrativas que mudam o curso dos mercados. Fluidez para se adaptar, originalidade para romper padrões, e método para transformar isso em crescimento real. Esse é o espírito que guia cada projeto e cada categoria que ajudamos a fundar.


Category Design no Brasil: tropicalizando a metodologia global


Nosso maior compromisso é traduzir o conceito de Category Design, nascido no Vale do Silício, para a realidade e a mentalidade empresarial brasileiras. Enquanto lá fora a prática se consolidou como disciplina estratégica, aqui ainda é um campo em construção. Por isso, criamos o que chamamos de Category Design aplicado, uma metodologia proprietária que combina pesquisa, análise de dados, insights culturais e Growth para criar categorias relevantes e sustentáveis no contexto local.


Essa tropicalização exige compreender nuances culturais, ciclos de maturidade digital e o ritmo particular dos negócios no Brasil. Empresas brasileiras têm uma característica única: são altamente criativas e adaptáveis, mas muitas vezes carecem de um arcabouço conceitual que una visão e execução. É aqui que a purple river atua, sendo ponte entre estratégia e prática, entre pensamento de categoria e execução de Marketing.


Como em um rio que se adapta sem perder o curso, acreditamos que cada empresa pode encontrar o seu fluxo de crescimento, desde que saiba nomear e dominar o espaço em que navega.


Metodologia proprietária de Category Design aplicado (à realidade brasileira)


Nosso processo se inspira no framework Discover → Design → Dominate, com camadas adaptadas ao Brasil:


Discover (Descoberta de Oportunidade)


  • Análise do contexto competitivo, mapeamento de linguagem vigente, identificação de dores latentes e “espacos em branco”;

  • Entrevistas com clientes, não-clientes e especialistas;

  • Benchmark internacional (o que já emergiu lá fora que pode ser ressignificado aqui?).


Design (Arquitetura da Categoria)


  • Definição do problema dominante e do “ponto de vista” (POV) da categoria;

  • Naming de categoria (rótulo simples, memorável, inevitável);

  • Tese narrativa (por que agora? por que nós? o que muda no mundo?);

  • Estratégia de marca que dê forma e tom a essa tese, identidade verbal, visual e ritmos editoriais.

Dominate (Educação e Liderança de Mercado)

  • Alinhamento interno (executivos, vendas, produto, atendimento) para que todos falem a mesma língua;

  • Orquestração de conteúdo educacional, PR, eventos, comunidade, parcerias;

  • Playbook de Growth orientado por categoria (não apenas por produto): captura e criação de demanda, funis híbridos e narrativa na jornada.

A base conceitual do método, e exemplos práticos, pode ser aprofundada no artigo da purple river: Category Design: o guia definitivo para criar, dominar e monetizar um novo mercado

A consolidação como referência em Category Design: um case de transformação em Open Banking e Open Finance


Contexto


Entre junho de 2021 e outubro de 2023, Eder Rabelo atuou como Gerente de Marketing e Branding em uma empresa pioneira em tecnologia voltada ao ecossistema de Open Banking, que posteriormente evoluiu para o conceito mais amplo de Open Finance.


O desafio era duplo e exigia clareza estratégica:


  1. Alinhar a organização em torno de uma visão ainda pouco compreendida;

  2. Educar o mercado sobre um conceito novo e frequentemente confundido com outras ofertas financeiras.


Discover: do desconhecido ao diagnóstico claro


O ponto de partida era um cenário de baixa compreensão. Havia ausência de processos, uma linguagem difusa e múltiplas versões do mesmo discurso dentro e fora da organização. Para construir uma base sólida, Eder mergulhou em relatórios, estudos e casos internacionais (com destaque para o Reino Unido, então referência em Open Banking), além de participar de webinars e conversas com especialistas de outros mercados.


Dessa imersão, emergiram dois achados centrais:


  • O conceito era disruptivo, porém mal entendido;

  • A tecnologia possuía potencial de categoria, desde que acompanhada de um trabalho educacional consistente, tanto interno quanto externo.


Essas descobertas reforçaram uma convicção: antes de comunicar o que se faz, é preciso alinhar o entendimento sobre o que se está criando. Foi o início de uma jornada de reposicionamento profundo, ancorada em Category Design aplicado.


Design: linguagem comum, tese de categoria e alinhamento interno


A primeira etapa prática foi o alinhamento interno. Sem uma linguagem comum, não existe categoria. Eder estruturou um programa de treinamentos segmentado por público, fundadores, liderança, equipes de P&D e times comerciais, acompanhado de materiais de referência unificados, como guias, FAQs e apresentações estratégicas.


Os resultados foram expressivos:


  • +92% de clareza interna sobre a missão (segundo pesquisa interna);

  • +60% de engajamento do time técnico em projetos de inovação;

  • Redução de 36% no ciclo de vendas, graças a uma comunicação mais clara e consistente;

  • Executivos convidados como palestrantes e painelistas em eventos relevantes do setor, já nos primeiros 12 meses.


Com a base interna consolidada, o próximo passo foi cravar a tese da categoria: qual problema dominante estava sendo resolvido, por que aquele momento era o ideal e qual transformação tornaria a empresa inevitável. Esse Point of View (POV) tornou-se a bússola da comunicação corporativa, orientando desde as páginas do site até pitches comerciais e discursos de liderança.


Dominate: educar o mercado e construir inevitabilidade


Na frente externa, foi criada uma verdadeira máquina educacional, fundamentada em Category Design aplicado e Marketing orientado a resultados. As ações incluíram:


  • Whitepapers e eBooks: como o estudo sobre o impacto do Open Banking na rentabilidade de bancos médios, que gerou +45% de aumento nas solicitações de reuniões comerciais;

  • Estudos de caso mostrando resultados tangíveis (como reduções de 47% nos custos de integração em empresas parceiras), utilizados em vendas e PR;

  • Webinars e workshops práticos, com simulações de implementação, em que cerca de 60% dos participantes se converteram em leads qualificados;

  • Séries de conteúdos B2C, explicando conceitos de segurança, LGPD e benefícios reais ao usuário final, o que elevou significativamente a aceitação pública do conceito segundo pesquisas internas.

Em seis a sete meses, aproximadamente 30% das empresas impactadas pelos conteúdos tornaram-se clientes ou parceiras. A marca passou a ser referência em relatórios do setor e seus executivos foram convidados para painéis estratégicos e conferências de mercado, consolidando a liderança narrativa da categoria.

Da categoria nascente à categoria expandida: Open Banking → Open Finance

Com o avanço regulatório e a maturação do mercado, Eder conduziu o processo de transição estratégica do Open Banking para o Open Finance, ampliando o escopo de atuação, as personas e os casos de uso, incluindo setores como varejo e tecnologia.

Essa mudança representou uma evolução natural da categoria, consolidando o papel da empresa como líder de pensamento e de narrativa. Mais do que adaptar mensagens, foi necessário reposicionar a tese central: mostrar que o Open Finance não era apenas uma extensão tecnológica, mas a próxima fronteira da inclusão e personalização financeira. Essa abordagem refletia um dos princípios do Category Design: as categorias evoluem conforme o mercado muda sua percepção sobre o problema e a solução.

Aprendizados e legado

Esse case trouxe aprendizados valiosos sobre como o Category Design pode ser aplicado em contextos complexos e regulados, como o mercado financeiro. O principal insight foi simples e profundo:

Quando você alinha a linguagem interna, nomeia corretamente a categoria, educa o mercado e cria provas sociais coerentes, a demanda deixa de ser empurrada e passa a ser puxada pela narrativa.

O sucesso dessa estratégia mostrou que criar uma categoria é tão importante quanto criar um produto, e que a educação do mercado é uma das formas mais poderosas de diferenciação. Essa experiência foi determinante para lapidar o método e o posicionamento que, mais tarde, se tornariam a essência da purple river, ajudando empresas brasileiras a fazer exatamente isso: transformar visão em categoria e categoria em mercado.


Importância no mercado: por que Category Design é decisivo no Brasil

  1. Mercados saturados e pouca diferenciação real: quando todos dizem a mesma coisa, quem cria a categoria pauta a conversa.

  2. Custo de mídia em alta: aumentar budget sem tese gera diminishing returns. Com categoria, cada peça trabalha também a criação de significado.

  3. Ciclos de tecnologia acelerados (IA): features commoditizam rápido; narrativa e categoria protegem valor no longo prazo.

  4. Vendas complexas (B2B): a clareza do problema dominante e da tese de categoria reduz ceticismo, encurta o ciclo e aumenta win-rate.

  5. Employer Branding e cultura: categorias fortes atraem talentos e alinham equipes em torno de uma missão que transcende produto.

Estratégias práticas de Category Design aplicado (para times de Marketing, Branding e Growth)

1) Encontre o “espaço em branco” (e documente)

  • Rode entrevistas com clientes e não-clientes;

  • Mapeie a linguagem do mercado: como o problema é nomeado hoje? que metáforas dominam?

  • Colete “pontos de dor” que o mercado ainda não reconhece plenamente. É aqui que nascem novas categorias.

2) Defina o problema dominante e o ponto de vista (POV)

  • Escreva, em uma página, o que muda no mundo e por que agora;

  • Mostre por que as soluções legadas falham (sem atacar rivais pessoalmente; critique a categoria antiga);

  • Dê um nome simples e memorável ao novo espaço. Nomear é destravar percepção.

3) Alinhe a organização (antes de escalar mídia)

  • Treine executivos, vendas, produto e suporte com script comum;

  • Crie artefatos reutilizáveis (FAQs, talk tracks, demos, one-pagers);

  • Sincronize Branding (verbal e visual) com a tese. Logotipo e identidade precisam carregar o POV, não apenas decorar.

4) Eduque o mercado (conteúdo + palco)

  • Produza whitepapers, webinars, estudos de caso, demonstrações ao vivo;

  • Invista em PR temático (não só produto; foque no problema e na tese);

  • Construa comunidade (Slack/Discord/LinkedIn) com rituais editoriais. Tornar-se hub do tema é fundamental.

5) Orquestre Growth com lastro em categoria

  • Planeje funis híbridos de criação e captura de demanda;

  • Adapte tráfego pago (Google Ads, Meta Ads) para educar e gerar awareness de problema, não apenas ofertas;

  • Use remarketing para avançar a compreensão de categoria, não só para repetir preço e feature.

6) Meça o que importa (além de CPA)

  • Category KPIs: % de menções ao nome da categoria; share of voice do problema; convites para painéis; buscas pela categoria;

  • Sales KPIs: ciclo de vendas, taxa de conversão por estágio, ticket médio;

  • Brand KPIs: lembrança de marca associada ao problema dominante.

Exemplos de aplicação (para diferentes estágios)

Early-stage (Seed–Series A):

  • Foco em nomear a categoria, publicar o manifesto do problema e garantir fit narrativo;

  • Conteúdos densos (teardown de mercado) + demos;

  • Growth orientado por educação (SEO, webinars, LinkedIn).

Growth-stage (scale-up):

  • Variantes da categoria (subcategorias) para capturar bolsões de valor;

  • Parcerias com analistas/associações;

  • Fortalecer provas sociais (cases, ROI) e mídia paga para acelerar share of mind.

Enterprise/Incumbentes:

  • Programas de inovação orientados por categoria, spin-offs e “laboratórios de tese”;

  • Rebranding alinhado ao novo PoV (quando necessário);

  • M&A como alavanca de consolidação da categoria.

Erros comuns a evitar

  1. Tratar Category Design como campanha de naming. Nome sem tese é só slogan.

  2. Saltar direto para mídia sem alinhamento interno. Você escala o ruído, não o significado.

  3. Confundir feature com categoria. Features têm vida curta; categorias, quando bem feitas, duram décadas.

  4. Subestimar a educação de mercado. Sem playbook educacional, a categoria não “pega”.

  5. Medir só CPA. Ignorar métricas de narrativa e percepção sabota a liderança de categoria.

  6. Minimizar Marketing, Branding e Growth. Como dito antes, eles são o motor. A categoria é o volante.


Tendências futuras: IA generativa, comportamento e a nova gramática das categorias

O avanço da Inteligência Artificial Generativa (IA) está redesenhando a forma como pensamos marca, produto e diferenciação. Ferramentas como ChatGPT, Midjourney e Gemini democratizaram a criação de conteúdo e aceleraram ciclos de inovação. O que antes demandava semanas de desenvolvimento técnico agora pode ser executado em horas. Essa revolução, no entanto, traz um efeito colateral claro: a velocidade de comoditização aumentou exponencialmente.

Em um mundo no qual todos podem criar rapidamente, o verdadeiro diferencial não está mais no produto em si, mas na narrativa e na categoria que o envolve. A era das “features únicas” acabou; entramos na era das narrativas proprietárias.

1. Aceleração da comoditização de features

A IA generativa reduz barreiras de entrada, tornando possível que startups, criadores independentes e grandes corporações ofereçam experiências tecnológicas muito semelhantes. O resultado é uma homogeneização da oferta: produtos se tornam visualmente parecidos, plataformas adotam as mesmas funcionalidades e até a comunicação tende a se repetir, impulsionada por modelos de linguagem que aprendem os mesmos padrões.

Nesse cenário, o diferencial competitivo se desloca da inovação técnica para a inovação semântica. A empresa que define o problema certo, e o comunica por meio de uma categoria clara e uma tese de valor única, é a que continua relevante, mesmo quando os concorrentes copiam suas soluções.

Como explica Christopher Lochhead (Play Bigger, 2016), “os produtos mudam, mas as categorias permanecem”. Em outras palavras, quando a funcionalidade se torna acessível a todos, quem domina a história domina o mercado.

Empresas como Notion, Figma e Miro são exemplos contemporâneos disso: não vendem apenas ferramentas colaborativas, mas novas formas de pensar produtividade. Cada uma construiu uma narrativa de categoria que transformou seus produtos em símbolos de uma era, um feito possível apenas com visão estratégica e consistência narrativa.

Portanto, a IA não elimina o trabalho humano; ela eleva o padrão de originalidade exigido. A diferenciação não será mais sobre quem tem a melhor tecnologia, mas quem cria o melhor significado.

2. Do funil linear ao “campo de força” de significado

A jornada do consumidor, antes linear e previsível, tornou-se caótica, rizomática e fragmentada. O funil de vendas tradicional, atrair, engajar, converter , foi substituído por um modelo não linear, em que cada ponto de contato tem potencial de criar (ou destruir) percepção de valor.

Nesse novo ambiente, o papel da marca e da categoria muda radicalmente: em vez de conduzir o cliente, ela precisa criar gravidade.

Como descreve Byron Sharp (2020), as marcas de crescimento sustentável são aquelas que permanecem mentalmente disponíveis. No entanto, o Category Design adiciona uma nova camada: a disponibilidade mental precisa estar ancorada em significado. Ou seja, não basta ser lembrado, é preciso ser lembrado pelo motivo certo.

Quando uma categoria é bem arquitetada, ela se torna um campo de força semântico. Cada peça de conteúdo, campanha ou interação reforça o “porquê”, o motivo existencial da marca e o impacto da transformação que ela propõe. Esse significado cria tração natural: as pessoas são atraídas pela visão, não apenas pela oferta.

Em tempos de IA generativa, em que o conteúdo se multiplica exponencialmente, o ruído cresce, mas a atenção continua limitada. As marcas que compreenderem isso irão investir menos em “mais volume” e mais em “maior coerência”. O jogo passa a ser menos sobre visibilidade e mais sobre inevitabilidade.

E é aqui que a estratégia de categoria mostra sua força: ela cria uma bússola narrativa que orienta toda a comunicação, do tráfego pago às ações de PR, garantindo que cada ponto de contato reforce a visão de mundo da marca.

3. Marcas-ecossistema e efeitos de rede narrativos

Outra grande tendência é o surgimento das marcas-ecossistema, organizações que transcendem a lógica de produto e constroem plataformas narrativas. Essas marcas não apenas vendem, mas reúnem parceiros, comunidades e desenvolvedores em torno de uma tese comum. A força delas não está no “core business”, mas no efeito de rede simbólico que geram.

Como observa Scott Galloway (2023), “o novo poder corporativo nasce da combinação entre comunidade, propósito e tecnologia”. No contexto do Category Design no Brasil, isso significa que marcas capazes de educar, inspirar e conectar outros players em torno de uma nova categoria se tornam influenciadoras de ecossistema, e não apenas competidoras.

Esses efeitos de rede narrativos funcionam como uma espiral:

  1. Cada novo parceiro ou cliente que adere reforça a tese de categoria;

  2. Essa validação aumenta a legitimidade e a autoridade de quem a criou;

  3. Quanto mais pessoas falam sobre o problema e adotam a linguagem da categoria, maior o “share of mind” e o poder de influência.

Um exemplo notável é o que aconteceu com o conceito de Open Finance no Brasil. O termo, antes restrito a círculos técnicos, tornou-se mainstream porque um grupo de empresas e lideranças de Marketing e Branding, como Eder Rabelo, ajudaram a educar o ecossistema e criar uma linguagem comum. A partir disso, surgiram novos negócios, regulamentações e até segmentos adjacentes. É exatamente assim que uma categoria deixa de ser um conceito e passa a ser uma cultura.

4. IA e Category Design: uma aliança inevitável

A próxima fronteira será a integração entre IA generativa e estratégia de categoria. Se hoje usamos IA para acelerar produção e análise de dados, o passo seguinte será usá-la para detectar padrões de linguagem, comportamento e percepção, alimentando insights para o design e evolução de categorias.

Imagine identificar, em tempo real, quais palavras, emoções e temas estão moldando o interesse coletivo. A IA pode transformar o Category Design em uma disciplina ainda mais científica e previsível, permitindo que marcas antecipem mudanças culturais e reposicionem suas narrativas antes que o mercado perceba a virada.

Mas é importante destacar: a IA não substitui o olhar humano sobre significado. Ela processa dados, mas não compreende contextos sociais, sutilezas culturais e intencionalidade. Aí entra o papel da purple river, combinar inteligência humana e inteligência artificial para criar estratégias de categoria que unem precisão analítica e sensibilidade criativa.

5. O papel da purple river nesse novo cenário

A purple river atua exatamente nesse ponto de convergência. Enquanto muitas agências ainda focam em campanhas táticas, a purple river ajuda empresas a entender, criar e dominar suas próprias categorias, agora com o suporte da IA generativa e das novas metodologias de análise comportamental.

Nos próximos anos, a agência pretende liderar o movimento de Category Design no Brasil, capacitando marcas a:

  • Utilizar IA para monitorar a evolução semântica das categorias;

  • Criar narrativas proprietárias que resistam à homogeneização tecnológica;

  • Implementar Growth Marketing orientado por significado, medindo impacto não só em leads, mas em mudança cultural e cognitiva;

  • Construir ecossistemas de comunidade e parceiros que reforcem a tese de categoria.

A visão é clara: num mundo em que tudo pode ser replicado, a única vantagem competitiva é o significado que não pode ser copiado.

O futuro das categorias no Brasil

O Brasil possui um conjunto raro de ingredientes: ambiente empreendedor resiliente, talento criativo, mercados continentais e desafios reais que pedem soluções inéditas (finanças, saúde, educação, logística, agro, clima). Esse caldeirão é ideal para Category Design.

Eder cita quatro frentes promissoras:

  1. Categorias orientadas por dados e IA (saúde preventiva, crédito inteligente, educação personalizada);

  2. Infraestruturas abertas (a “lógica Open” indo além de finanças: dados, energia, mobilidade);

  3. Sustentabilidade como tese econômica (não só reputacional), criando novas categorias de eficiência ambiental;

  4. Economia criativa + software (produtos digitais com pegada cultural brasileira ganhando tese global).

A purple river existe para acelerar essa transição, atuando como parceira estratégica de empresas que desejam fundar e liderar novas categorias, com método, linguagem, Branding robusto e Growth orientado por significado.

FAQ – Category Design no Brasil

1) O que é Category Design aplicado? É a prática de criar, nomear e liderar novas categorias, integrando pesquisa, narrativa, Branding e Growth. “Aplicado” significa traduzido à realidade brasileira, com rituais e métricas que fazem sentido no nosso mercado.

2) Category Design substitui Marketing, Branding e Growth? Não. Ele é o chapéu estratégico que os integra. Tráfego pago, Google Ads, Meta Ads, social media, Branding e funil de vendas seguem essenciais, só que agora alinhados por uma tese.

3) Como começo um projeto de estratégia de categoria? Mapeie o problema dominante, escreva um ponto de vista (POV) claro, nomeie a categoria e alinhe sua organização. Depois, lance uma trilha educacional para o mercado (whitepapers, webinars, cases).

4) Qual é o papel do conteúdo no Category Design? Conteúdo é o principal veículo de educação. Ele cria linguagem, cristaliza a tese e demonstra provas (cases, dados, ROI). É mais que “atração”: é construção de significados.

5) Onde posso me aprofundar? No artigo da purple river: Category Design: o guia definitivo para criar, dominar e monetizar um novo mercado E conectando comigo no LinkedIn: Perfil de Eder Rabelo

Conclusão

A trajetória de Eder Rabelo, da Comunicação e do Branding à Estratégia de Categoria, não é uma ruptura, é uma evolução natural. Em vez de negar o Marketing tradicional, ele o reintegra em um novo paradigma, no qual performance, criatividade e estratégia coexistem sob um mesmo propósito: mudar a forma como o mercado pensa.

Ao longo de quase duas décadas atuando com Comunicação, Growth Marketing, Branding e Posicionamento Estratégico, Eder aprendeu que nenhuma campanha, por mais criativa ou bem executada que seja, é suficiente se não estiver a serviço de uma tese clara de categoria. Campanhas memoráveis, identidades consistentes e funis de Growth otimizados prosperam de forma exponencial quando atuam dentro de uma narrativa maior, aquela que redefine como o público enxerga o problema que você resolve.

Essa percepção, de que o verdadeiro diferencial está em moldar mentalidades, não apenas métricas, foi o ponto de virada que o levou ao Category Design aplicado. E não por acaso, essa abordagem encontrou solo fértil no Brasil: um país criativo, resiliente e pronto para novas narrativas de mercado. Aqui, mais do que em qualquer outro lugar, há espaço para empresas que ousam sair do comparativo e entrar no criativo, que param de disputar share e passam a criar novos espaços de valor.

O case da empresa de Open Finance foi um divisor de águas nesse processo. Mostrou, de forma inequívoca, que alinhamento interno, narrativa clara e educação de mercado transformam esforço em resultado, convite em autoridade e curiosidade em demanda. Quando uma organização entende seu papel dentro de uma categoria nascente, e comunica isso com consistência, o mercado responde não apenas com interesse, mas com confiança e legitimidade.

A partir dessas vivências, Eder construiu a purple river como a agência referência de Category Design no Brasil, mas mais do que uma agência, um laboratório de pensamento estratégico. Um espaço dedicado a ajudar marcas brasileiras a criar, dominar e monetizar novas categorias, unindo pesquisa, Branding, Growth e cultura de inovação. A purple river nasceu com a missão de educar o mercado, formar líderes de categoria e colocar o Brasil no mapa global da inovação em estratégia de marca e Category Design.

Hoje, a agência atua com a convicção de que o futuro do Marketing pertence a quem entende que ser lembrado não basta, é preciso ser inevitável. O futuro pertence a quem nomeia o problema certo, desenha a solução inevitável e educa o mercado com consistência. Pertence a quem tem coragem de liderar narrativas, criar novas linguagens e inspirar ecossistemas inteiros.

Quando uma marca escolhe essa jornada, ela deixa de ser “mais uma” e passa a ser a referência. Quando um país como o Brasil adota essa mentalidade, ele deixa de ser apenas consumidor de tendências e passa a produzir as próximas categorias globais.

É assim que categorias nascem. É assim que marcas se tornam movimentos. E é assim que o Brasil ganha voz e protagonismo no mapa mundial da inovação, com a purple river liderando essa transformação, fluida como um rio, original como o roxo, estratégica como uma nova era.

Gostou deste artigo e quer ir além?

Se a sua empresa quer deixar de disputar o mesmo território e passar a liderar um espaço próprio, a purple river pode ser a sua parceira de Category Design no Brasil.

Vamos arquitetar a sua categoria — com método, linguagem e crescimento.


Referências


Lochhead, C., Peterson, A., Ramadan, K., & Maney, K. (2016). Play Bigger: How Pirates, Dreamers, and Innovators Create and Dominate Markets. HarperBusiness.https://www.playbigger.com


Category Pirates. Substack oficial sobre Category Design e criação de categorias.https://categorypirates.substack.com


Neumeier, M. (2005). The Brand Gap: How to Bridge the Distance Between Business Strategy and Design. New Riders.https://www.martyneumeier.com/the-brand-gap


Ries, A., & Trout, J. (2001, edição revisada). Positioning: The Battle for Your Mind. McGraw-Hill.https://www.mheducation.com/highered/product/positioning-battle-your-mind-ries-trout/M9780070652644.html


Kotler, P., Kartajaya, H., & Setiawan, I. (2021). Marketing 5.0: Technology for Humanity. Wiley.https://www.wiley.com/en-us/Marketing+5+0%3A+Technology+for+Humanity-p-9781119668510


Sharp, B. (2012). How Brands Grow: What Marketers Don’t Know. Oxford University Press.https://www.howbrandsgrow.com


Galloway, S. (2017). The Four: The Hidden DNA of Amazon, Apple, Facebook, and Google. Portfolio / Penguin Random House.https://www.penguinrandomhouse.com/books/555678/the-four-by-scott-galloway/


Christensen, C. M., Hall, T., Dillon, K., & Duncan, D. S. (2016). Know Your Customers’ “Jobs to Be Done”. Harvard Business Review.https://hbr.org/2016/09/know-your-customers-jobs-to-be-done


Kim, W. C., & Mauborgne, R. (2015). Blue Ocean Strategy (Expanded Edition): How to Create Uncontested Market Space and Make the Competition Irrelevant. Harvard Business Review Press.https://www.blueoceanstrategy.com/


Harvard Business Review. (2015). The New Science of Customer Emotions.https://hbr.org/2015/11/the-new-science-of-customer-emotions


Galloway, S. (2023). Adrift: America in 100 Charts. Portfolio / Penguin Random House.https://www.penguinrandomhouse.com/books/688744/adrift-by-scott-galloway/


Godin, S. (2018). This Is Marketing: You Can’t Be Seen Until You Learn to See. Penguin Business.https://seths.blog/this-is-marketing/


Neumeier, M. (2009). The Designful Company: How to Build a Culture of Nonstop Innovation. New Riders.https://www.martyneumeier.com/the-designful-company


Brynjolfsson, E., & McAfee, A. (2017). Machine, Platform, Crowd: Harnessing Our Digital Future. W. W. Norton & Company.https://wwnorton.com/books/9780393356069


Haenlein, M., & Kaplan, A. (2019). A Brief History of Artificial Intelligence: On the Past, Present, and Future of Artificial Intelligence. California Management Review.https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0008125619864925


Harvard Business Review. (2023). How Generative AI Changes Strategy.https://hbr.org/2023/06/how-generative-ai-changes-strategy


Gartner. (2024). Generative AI Trends and Market Forecast.https://www.gartner.com/en/artificial-intelligence/trends


purple river. (2024). Category Design: o guia definitivo para criar, dominar e monetizar um novo mercado.https://www.purpleriver.com.br/post/category-design-o-guia-definitivo-para-criar-dominar-e-monetizar-um-novo-mercado


Perfil de Eder Rabelo no LinkedIn — trajetória e publicações sobre estratégia, growth e Category Design no Brasil.https://www.linkedin.com/in/ederrabelodossantos/

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page